Acerca de mim

A minha fotografia
De Lisboa por nascimento para Nova Iorque de coração. Em 1986 aprendi a ler e foi o pontapé de saída. Tenho um Gato preto.

quinta-feira, 27 de Junho de 2013

Pegasus voa na Knit


Chama-se Salomão



E é o cão da minha vizinha. Da sua família. Ela tem apenas 12 anos. Mas vejo-as muitas vezes quando o vai passear no parque. Foi ela que meteu uma vez conversa comigo. Tu tens um gato preto, eu tenho um cão branquinho. Foram as primeiras palavras que me disse. Como é que sabes que tenho um gato preto? perguntei-lhe. Vejo-o à janela às vezes. E como se chama o teu cão branquinho? Salomão, e o gato? Eu gosto de lhe chamar o Gato Preto. Isso é tonto. E riu-se como os pequenos humanos de 12 anos se sabem rir. A tua namorada é bonita, disse-me quando acabou de se rir. Dessa vez fui eu a rir-me como só uma pessoa adulta que foi fintada por um pequeno humano se sabe rir. Um riso embaraçado. Obrigado. Gostas do nome Salomão? Gosto, é giro. Tu andas sempre com a máquina atrás? Pergunta-me a apontar para a máquina analógica que trazia pendurada a tiracolo. Muitas vezes, mas quando não tenho tiro com o telemóvel. Gostas de tirar fotografias? Gostas de tirar ao Gato Preto e à tua namorada? Sim, gosto. Queres que te tire uma fotografia? Não, respondeu-me de imediato, não tenho a minha bandolete nem a minha melhor roupa. O que me fez sorrir. Tão pequena e já vaidosa. Mas olha, disse-me com a voz dos pequenos humanos quando querem fazer um pedido que sabem que pode ser recusado. Sim, diz. O meu pai tem uma máquina daquelas digitais, nunca vi uma como essa, posso tirar-te uma fotografia com essa? Ri-me do seu interesse. Podes. Então vá, já autoritária, mete-te ali, e olha, pega no Salomão ao colo.

quarta-feira, 26 de Junho de 2013

I am back



Diz-me o que sabes sobre o mundo de hoje

Prezo a liberdade. Não gosto de imposições maioritárias. Hoje à mesa de um café chique, enquanto alguns comiam uma tosta mista de queijo da ilha e esperavam pelas namoradas que estavam nas aulas de Pilates eu falei da Vice. Mas não és de direita?, perguntaram-me. O que é ser de direita hoje? Eu não me vejo como um demónio de ideias. E acho que o mundo não é a preto e branco. O maniqueísmo é obsoleto.

O mundo odeia meio mundo. Tenta matar outro meio mundo. Sempre assim foi e nunca mudou muito. Há esperança? Talvez. No livros. Numa avenida cheia de lojas cool. Onde quer que haja a centelha do sonho. O sonho é a antítese do ódio.


sexta-feira, 4 de Janeiro de 2013

Desejos para hoje



Estou longe. Escolho o continente americano. Deixo NYC e vou para Sul. Miami, na parte norte, Rio, na parte Sul. O dia começa com Monarchy of Roses e desço até à praia carregado com a prancha Malibu da Saturdays NYC. Apanhar sol de seguida numa cadeira de perna cruzada ao melhor estilo americano. Uma coca-cola em homenagem a Frank O'Hara. Pedalar de seguida com a minha single speed pelas ruas planas. Elas passeiam-se de sandálias compensadas a realçar as pernas longas e bronzeadas a descoberto pelos calções minúsculos. Tipos de cabelo com gel aceleram ao meu lado nos descapotáveis.



Até já, vou regressar a Lisboa. Até já, vou regressar ao Chiado, onde o sol brilha mas esta frio e as águas estão geladas.